
| Salta |
Fundada em 1582, a capital salteña é a cidade argentina que melhor conservou o estilo colonial, com velhos casarões, o Cabildo e igrejas como a Catedral, a igreja de San Francisco e o convento San Bernardo. O Cabildo de Salta é o edifício colonial mais antigo da cidade, e por sua vez, o cabildo mais completo e melhor conservado da Argentina.
O Museu de Arqueologia de Alta Montanha MAAM) é um destino iniludível por exibir elementos de um Santuário de Altura da cultura inca, incluindo as múmias de três crianças indígenas encontrados no vulcão Llullaillaco. Os corpos destas três crianças incas mantêm-se em um estado de conservação incrível.
Do topo do cerro San Bernardo aprecia-se a cidade e o Vale de Lerma. Seus derredores são ideais para excursões, por exemplo à vila de verão de San Lorenzo ou ao Dique Cabra Corral. A 12 quilômetros da cidade, o povoado de Vaqueros conta com oficinas de artistas que trabalham o couro, o tecido e a cerâmica.

Procissão do Milagre
A cada 15 de setembro, realiza-se na cidade de Salta, a tradicional procissão de agradecimento aos protetores da cidade, O Senhor e a Virgem do Milagre. Este fato marca o final da Festa do Milagre, que lembra os terremotos que arrasaram a província no dia 13 de setembro de 1692.
Os sismos estremeceram a cidade e destruíram a próspera vila de Esteco. Conforme a história, os tremores não pararam até que as sagradas imagens não foram exibidas pelas ruas da capital em procissão.
Dique Cabra Corral e Paragem Las Juntas
Situado a 68 quilômetros ao sul da capital salteña, o Dique Cabra Corral é um dos maiores embalses do país, rodeado de montanhas e ideal para praticar a navegação à vela ou o esqui aquático.
Perto dali está a cidade de Guachipas; a duas horas de carro, na Paragem Las Juntas, podem ser visitadas as Covas Pintadas, que albergam pinturas rupestres datadas entre 900 e 1470 d.C.
Vales Calchaquís. A cultura do vinho e o turismo rural
Em Salta, o cultivo da uva foi introduzido pelos Jesuítas no século XVIII na região dos Vales Calchaquís, situados a mais de 1.600 metros de altura. Em Cafayate cultiva-se a cepa do torrontês, vinho branco que se caracteriza por seu sabor afrutado.
Os vinhedos se estendem pelos departamentos de Cafayate, San Carlos, Angastaco e Molinos. Por outro lado, as cepas tintas ocupam mais de 55% da superfície total cultivada. Entre elas estão Cabernet Sauvignon, Malbec, Tannat, Bonarda, Syrah, Barbera e Tempranillo. Da superfície cultivada, 95% corresponde a uvas destinadas para vinhos finos. Nos últimos anos melhorou a qualidade destes últimos graças à introdução de novas cepas e à tecnologia renovada. Nos Vales Calchaquís recomenda-se a visita e a hospedagem em adegas para conhecer a cultura do vinho, como Colomé, Etchart, San Pedro de Yocochuya, Viñas de Altura, Finca Las Nubes, Los Castillos ou Vasija Secreta. Outra atividade em alta é a vinhoterapia, com tratamentos com base no vinho em spas.
Nos Vales Calchaquis a cultura de vinho se combina com o ecoturismo, o turismo aventura e a visita às estâncias onde se degustam comidas típicas como pamonhas, pastel de milho (prato à base de milho), locro e empanadas.